1.3.09

Pasmado

Será um pasmado, um baralhado?
E, ou com défices de lucidez?

Não sei.

Em quando me pasmo, baralho-me e sinto que perco a lucidez.
Ou será ao contrário, quando perco a lucidez, baralho-me e fico pasmado?

É estúpido mas não sei o que se passa. Pasmo-me comigo próprio por ficar pasmado.
Pasmo com os pasmados que encontro amiúde por aí. E tudo isso me baralha. Daí pensar que me falta a lucidez para saber interpretar o que se passa nesses momentos.

Bem, pasmar, é ficar à toa com o inesperado. Só que cada um tem a sua medida sobre o inesperado. Para mim algo de inesperado pode não ser necessariamente o mesmo para o companheiro do lado.

O pasmo, baralha.
Um baralhado perde a lucidez. Não é?

Eu não me pasmei quando caiu o muro de Berlim. Mas ainda anda para aí muito baralhado, pasmado, e com problemas de lucidez para entender o facto.
E isso pasma-me.


Este é só um exemplo. Mas também pasmo com outras coisas.

Querem ver uma delas?

Baralha-me que no mundo haja tanta corrupção no seio dos políticos, Angola incluída.

Pasmo como não ganham vergonha nas fuças e de como aparecerem gordos e feios perante os restantes cidadãos dos seus países. Caras de pau.

A mão da justiça não funciona para o lado deles. Só para o pobre.

Também me pasma que os outros fiquem pasmados porque eu estou pasmado.

Estou pasmado contigo. Aí sim? Nunca pensei. Aí não? Então foste capaz de fazer isso? É. Fui. Despasma-te. Despasma-te, não existe. Por isso não me despasmo nada. Porque não estamos a falar de espasmos. Pois não. Tens razão.

Depois temos a pasmaceira.
Diz o Luciano que isto virou uma pasmaceira. Pois virou.

Ela só acaba para uns quando andamos aqui em "guerras" estéreis, e para outros quando se fala de coisas sérias, ou supostamente sérias. Balelas.

A única coisa séria aqui é os fios dos beijinhos e abraços. Aquilo que se pode fazer pelo fone, eles vão escrevendo nos seus fios. Adoro aquelas mensagens tipo "Gente linda cheguei, e estou constipada". Isto é de uma profundidade de pasmar.
"Gente linda cheguei". O acto de se chegar já é algo importante. Porque nós estamos sempre a chegar a qualquer lado vindos de um lugar qualquer. E de várias maneiras. Pode ser a pé, ou de comboio por exemplo. Neste caso chegou à sanzala de bunda (algumas, as bundas, flácidas e gordas) sentada em frente ao monitor.

A única vantagem é que não nos passa a constipação. Pode é passar outras, como o
tal efeito do pasmo por andarem nesta conversa há tantos meses. Irra.

kandandus

Jorge Joaquim na Sanzalangola
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E pasmado fico eu por não saber escrever destas coisas...
Belo

2 comentários:

Jonas disse...

Bom...procurando blogs de Angola, encontrei-te, descomentado.
Visita-me, depois falaremos.

Humana disse...

Tb pasmo com muitas das coisas que aqui estão descritas neste texto...
Não sei como deixei passar o seu blog e ainda mais de um patricio meu não é?
Estou pasmada comigo mesma!
Adorei e acredite que vou linká-lo pra que não volte a acontecer!
Beijos